O Samsung Galaxy Tab 10.1 foi lançado no Brasil no dia 13/08/2011 e veio forte para competir com, na verdade, apenas o Motorola Xoom. A Samsung já havia lançado no ano passado o seu “Galaxy Tab”, mas ele é sabidamente um tablet com uma versão de Android que nem foi feita especificamente para tablet, da mesma forma que é o iOS para iPhone é o mesmo para iPad (vou falar mais sobre esse comentário no review abaixo). Sendo assim, com o Honeycomb, Android 3.x, esta é a primeira vez que a Samsung traz ao mercado uma real experiência em Android + Tablet.
Para que todos possam se situar, este review está sendo feito por um dono do Galaxy Tab 10.1 que o usa há mais de 1 mês. Decidi comprá-lo no evento de lançamento do Samsung Galaxy S2 quando a Samsung sabiamente também levou os tablets para demonstração. Considerem as opiniões por este ponto de vista e não de alguém que está há 1 ou 2 dias com o aparelho
.
O produto em review é o Galaxy Tab 10.1 Wi-Fi, ou seja, sem 3G. Apesar de todo o review valer para ambos, preferi economizar tanto no valor do Tablet quanto na conta telefônica. Tenho uma experiência igual a um Galaxy Tab com 3G já que compartilho a internet do celular com o tablet via WiFi. Menos uma confusão com a operadora e um desconto na compra (#FicaADica !).
Bom, vamos que vamos então.
Ahh.. todas as imagens do post estão em baixa e alta resolução. Para vê-las em alta resolução é só clicar nas fotos. No final do post tem muitas e muitas fotos do tablet também… bom, agora vamos que vamos de verdade!
Especificações
Especificações completas para que não fique dúvidas. Detalhe para a duração de bateria. Afinal, é uma bateria que tem praticamente o tamanho d o tablet (256.7 x 175.3 x 8.6 mm), então tem bastante espaço para carga ali.
| Anúncio Oficial | Março/2011 |
| Data de Venda (EUA) | Julho/2011 |
| Data de Venda (BRA) | 13/Agosto/2011 |
| Dimensões | 256.7 x 175.3 x 8.6 mm (Largura x Altura x Espessura) |
| Peso | 565 g |
| Tela | Gorilla Glass, Capacitiva, Multitouch de 16M cores, 800 x 1280 pixels, 10.1 polegadas. |
| Som | Auto-falante externo e entrada para fone de 3.5mm |
| Memória Ram | 1GB |
| Memória de Armazenamento Interno | 16GB e 32GB |
| Cartão de Memória | Não possui entrada. |
| Rede de Celular | Esta versão não possui. |
| Wi-Fi | Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, Wi-Fi Direct, dual-band, Wi-Fi hotspot |
| Bluetooth | v3.0 com A2DP |
| Infravermelho | Não possui. |
| Portas USB | Não possui |
| Câmera | Frontal de 2MP e traseira de 3.15 MP (2048×1536 pixels) com auto-foco e Flash de LED. Grava vídeos em 720p. |
| Sistema Operacional | Android OS, v3.1 (Honeycomb) |
| Processador (CPU) | Processador ARM Cortex-A9, Dual-core de 1GHz , ULP (Ultra Low Power) GeForce GPU (Unidade de Processamento Gráfico), chipset Tegra 2 T20 |
| Cor do Produto | Preta |
| GPS | Sim |
| Java | Sim, via emulador Java MIDP |
| TV Digital | Não |
| Outros | Integração com Redes Sociais: Twitter, Facebook, Google Plus via Apps.- Compasso Digital- Saída para TV (VGA ou HDMI com cabo específico)- Player de vídeos nos formatos MP4/DivX/Xvid/H.264/H.263 de forma nativa. Outros formatos via Apps no AndroidMarket.
- Player de música nos formatos MP3/WAV/eAAC+/OGG de forma nativa. Outros formatos via Apps no AndroidMarket. - Visualizador e Editor de Arquivos do Pacote Office com o Quickoffice HD. - Google Search, Maps, Gmail, YouTube, Calendar, Google Talk, Picasa já instalados. Google Body, Translator e outros via AndroidMarket. - Suporte a Adobe Flash 10.2. - Teclados virtuais: Nativo do Honeycomb. SwyftKey e Swype via AndroidMarket são excelente opções. |
| Bateria | Bateria padrão de Polímero do Lítio (Li-Po) de 7000 mAh |
| Duração em Stand-By | 1810 horas! |
| Duração com uso intenso | Até 9 horas (Porém, testes indicam de 5,5 a 8 horas) |
| Duração apenas com player de música | Até 72 horas |
Hardware
O design do Galaxy Tab 10.1 é impecável. Ele é muito bonito realmente. Não arrisquei (ainda!) jogá-lo no chão, mas não me parece nada frágil apesar de possuir inacreditáveis 0.8 centímetros de espessura – o mais fino do mercado e peso de pouco mais de 0.5 Kg. A tela tem boa resolução, mas é a mesma do Samsung Galaxy Tab 8.9 que foi lançado junto. Se você prefere uma melhor definição por “pixel quadrado” o Galaxy Tab 8.9 talvez seja a melhor opção para você. É perfeitamente possível segurar o tablet deitado pelas laterais e digitar quando se usa o SwiftKey sem problema. Com o Swype ou o teclado nativo do Honeycomb é um pouco pior mas nada impossível. Com o tablet em pé é tudo tranquilo.
A tela suja um pouco mais que eu gostaria e não é tão fácil de limpá-la assim. Tenho limpado com uma flanelinha de óculos e isso tem resolvido sem problemas. O problema de sujeira da tela só incomoda quando o tablet está com a tela desligada que fica realmente algo bem feio (aquele telão todo cheio de dedos). Quando se está em uso isto não é nenhum incomodo.
Então tudo é uma maravilha? Claro que não. A Samsung poderia muito bem ter incluído alguma porta USB padrão. É, isso mesmo, só tem a entrada USB da Samsung e isso é bem chato. É possível comprar saídas VGA ou HDMI para ela, mas esse é o tipo de coisa que não combina com o Android. Porta proprietária em tablet de sistema operacional aberto?
Software
Esta parte era a mais esperado por mim. Digo o porquê. Já tive contato com um iPad e pude analisado um pouco. Não há dúvidas que o material do iPad é sensacional, dificilmente a Apple erra nisso e isso é indiscutível. Antes de ter acesso ao Galaxy Tab 10.1, eu estava muito querendo saber como era o Honeycomb de verdade. E agora eu posso dizer. O Honeycomb faz a sua experiência com Tablet ser algo realmente inacreditável! Minha grande crítica agora ao iPad é que o iOS no iPad é o mesmo do iPhone só que grande. Da mesma forma que é o Android naquela versão anterior do Galaxy Tab que usa uma versão de Android de celulares em um tablet (FroYo). O Honeycomb é feito para tablet, não é feito para celulares. Sua barra de notificação, homescreen, lockscreen, “atalhos” de copiar, colar, recortar, widgets… é tudo especial para tablets e não para celulares. Eu fiquei muito na dúvida antes de comprá-lo. Não sabia se compraria o Galaxy Tab 10.1 ou um iPad 2 (lamentável, eu sei). Mas a dúvida surgiu porque eu sou um grande fã de apenas um jogo que roda perfeitamente bem no iPad que é o Football Manager. Sempre gostei desse jogo. Mas decidi comprar o Galaxy Tab 10.1 mesmo não havendo o Football Manager para Android e, agora que pude testá-lo, não tenho qualquer arrependimento. É um tablet espetacular, fino, leve e com um sistema operacional feito para Tablets de verdade.
Além disso, a fluidez é muito boa, realmente nada de “agarradinhas” chatas. A reorganização do esquema de widgets é surpreendente, assim como a barrinha de notificações que é bem discreta e cresce para a esquerda conforme as notificações vão se acumulando.
Os Apps de leituras de livros são bem bacanas. O Google Books, o Kindle, até mesmo o Holy Bible foram perfeitamente adaptados para tablet e a experiência é magnífica. Em todos esses você pode colocar em modo negativo, fundo preto e letra branca e ajustar o tamanho de fonte sem dificuldades.
A galeria de fotos com integração com o Picasa ficou muito legal. A forma de passagem de fotos é bem agradável e ele baixa automaticamente as fotos se você quiser ou sobe para o Picasa se você também o quiser. Joinha (Y) para isso
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Tem também o Estúdio de Filmes que é bem legal por ser algo que vem gratuito no Android. Na necessidade, é uma forma de se editar vídeos sim, mas num PC ou MAC isto seria beeeem mais fácil.
O navegador tem abas o que deveria ser óbvio em tablets mas não é e tem também o modo incógnito. A velocidade de navegação me pareceu muito boa. Claro, sempre é bom citar o suporte a Flash redondo, né?
Consegui rodar vídeos de vários formatos com legenda e tudo mais de uma forma bem tranquila. Mas não de forma nativa. Baixei o player de vídeo de Android “VPlayer”. Ele vem com o suporte a vários formatos de vídeo e ajuda muito. Apenas não consegui ver bem nos .MKV que eu tentei. Não sei dizer se é algo com o App ou com o Hardware. Mas vídeos em todos os outros formatos como AVI, MPEG e tudo mais, consegui assistir sem problemas e com legenda.
Não tentei nenhuma Custom Rom (nem sei se já há) ou pegar root. Não percebi qualquer necessidade disso até o momento.
Câmera
A seguir seguem 2 fotos. A da esquerda foi tirada com a câmera frontal e a da direita com a câmera traseira. Clique nas imagens para vê-las em tamanho real.
Câmera Frontal![]() |
Câmera Traseira![]() |
Câmeras de 2MP frontal e de 3.15 MP traseira.
Podia ser melhor, sem dúvida. Acho que deixam a desejar apesar de ser muito bacana ter todo aquele telão para se ver bem do que você está tirando foto. O Honeycomb traz alguns ajustes de cena, temporizador e outros. Nada de muito extraordinário. A gravação em 720p está no vídeo abaixo. Também não empolga.
Apesar de serem um tanto superiores ao iPad2 perdem pro Motorola Xoom que foi lançado um bom tempo antes. nah…
Usando o Dispositivo
Durante todo esse tempo que venho usando o Galaxy Tab posso dizer que o tablet é muito bom. Tive um grande “problema” na tela que vou falar em outro post logo logo. Mas não atrapalha a usabilidade dele em nada. Não senti a menor dificuldade de achar Apps para ele, e isto era um grande argumento da concorrência para desmerecer o Android em tablets. O que fiz primeiro foi buscar um bom player de vídeo que tivesse suporte a formatos de vídeo pouco convencionais. Há vários no market e foi lá mesmo que o comprei para assistir todos os tipos de vídeo. Agora vejo todos os tipos de vídeo baixados em torrent pelo próprio tablet.
A bateria é algo discutível. Não pude fazer os testes mas o pessoal do ThisIsMyNext obteve apenas 5 horas e 33 minutos de vida do tablet com vídeo rodando, brilho a 65% e WiFi ligado. 3 horas a menos que o o Asus Transformer e 5 horas menos que o iPad 2 (quase metade). Mas para uso regular com internet, um pouco de vídeo e música espera-se que o mesmo dure realmente as prometidas 8 horas. De qualquer forma, sinal de alerta para a Samsung por um duração de bateria tão fraca.
Apesar de ninguém comprar um tablet para ficar parado em casa com todos os sensores desligados, se alguém o fizer pode esperar que seu Galaxy Tab fique 75 dias e meio ligado! Tá… um dado inútil mas um tanto curioso.
A Samsung inclui alguns Apps só dela que é o caso do Samsung Apps, um “Android Market” só da Samsung. E o Pulse, que apesar de estar disponível gratuitamente no Android Market, vem no tablet “de fábrica”.
De resto, o tablet é praticamente um Google Device devido ao mínimo de modificações da Samsung. Ele é um Android praticamente puro e isso é muito legal.
Apenas uma nota, na imagem acima há o teste de multitouch. O tablet só conseguiu reconhecer 10 dedos na tela ao mesmo tempo. Mais do que isso, infelizmente, é impossível…. Infelizmente para quem, né?!
Benchmarks
Como todos gostam de comparação, vamos aos Benchmarks. O resultado foi 1578 no Quadrant. Mas o que isso diz? O gráfico abaixo explica melhor onde ele se situaria em comparação aos principais smartphones dos EUA (clique para ver em tamanho real).
De qualquer forma, pedi ao @_Santhyago e o @Tsuharesu para testarem em seus Motorola Atrix e Sony Ericsson Xperia Play. O resultado foi 2500 no Atrix (com várias coisas ligadas) e 1485 no Xperia Play. O Galaxy S II também do @Tsuharesu chega a passar de 3000 normalmente.
No Linpack o resultado “Single Thread” foi de 30.708 MFLOPS e no “Multi Thread” foi de 53.426.
Considerações finais
O Samsung Galaxy Tab 10.1 é um ótimo tablet. Você pode ver vídeos em vários formatos sem problemas, gravar e editar seus próprios vídeos sem “agarrar”, tem uma ótima integração com Picasa e outras ferramentas da Google de forma muito incrível, algo que dificilmente ocorrerá com tablets sem Android.
Infelizmente não tem entradas USB ( :O ) e por isso a Samsung irá perder centenas e centenas de consumidores. Possui apenas uma porta proprietária terrível, exatamente como é feito com o iPad. A Samsung faz coisas muito legais, com qualidade de software e hardware e por isso é uma das fabricantes preferidas de quem gosta de Android. Mas parece que tenta fazer seus dispositivos sempre parecidos com os da Apple. O Galaxy Tab tem potencial para ser absurdamente melhor que o iPad, já é mais fino, mais leve, tem 2 opções de telas (8.9 e 10.1) e de memória interna (16GB, 32GB e 64GB) mas à má escolha de não se incluir portas USB mais comuns no tablet, exatamente como faz a Apple no iPad é lamentável!
Mas, mesmo assim, recomendo a compra. Como forma de comparação, já deixei minha opinião de que a experiência do Honeycomb em tablets fazem o iPad mais parecer um celularzão e, por último, deixo um comentário de um de nossos colegas do EuAndroid que possui um Motorola Xoom. Ao ver e “brincar” com um Galaxy Tab, ele comentou que agora, o seu tão companheiro Motorola Xoom mais parecia uma geladeira de tão grande e pesado comparado ao Galaxy Tab.
O Galaxy Tab também tem acessórios muito interessantes como capas protetores e de apoio para leitura, docks oficiais da Samsung com teclado para, quem sabe, uma substituição completa dos pesados notebooks na sua vida.
Você quer um tablet?
- Se quiser algo bem leve e fino, com boa resolução e uma ótima experiência de uso com o Honeycomb mas não liga para USB, pode ir com um Galaxy Tab.
- Se você quiser algo com um grande integração com um Mac, iTunes e iPhone, e ainda uma oferta maior de jogos, sem dúvida o iPad é a solução.




















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